África do Sul: saída do #AGOA não significa perda de acesso ao mercado dos EUA
O economista sul-africano Wandile Sihlobo esclarece que a saída do AGOA não impede as exportações para os EUA, mas poderá elevar as tarifas de 12,5% para 15,9%, reduzindo a competitividade.
Os EUA absorvem cerca de 4% das exportações agrícolas sul-africanas, que totalizaram US$504 milhões em 2025. Segundo Sihlobo, a situação não representa necessariamente uma catástrofe, mas reforça a necessidade de diversificar mercados, sobretudo na Ásia e no Médio Oriente.
SOUTH AFRICA’S GRADUATION OUT OF AGOA DOESN’T MEAN WE WON'T HAVE ACCESS TO THE U.S. MARKET. WE WILL HAVE ACCESS, BUT WITH SLIGHTLY HIGHER TARIFFS.
While we are now in a different political climate, I think it’s important to remember that aside from the issues the U.S. raised about South Africa’s eligibility to be part of AGOA, there have been some conversations for some time. For example, back in 2014, the focus, amongst other things, was on the reality that South Africa is an upper-middle-income country and should have graduated from AGOA to a full bilateral trade agreement with the U.S.
Of course, we had our own complications, both because of the Southern African Customs Union (SACU), which we can’t sign bilateral trade agreements without, and because we lobbied to keep benefiting from this unilateral approach (AGOA).
Looking back, if we had found a way to graduate out of AGOA, as we were pressured to do then, and started conversations about a trade agreement, we would be in a different climate than what we are seeing now.
Of course, this doesn’t mean countries with trade agreements are spared from drastic changes in U.S. trade policy; we see those changes affecting countries like Canada.
Beyond South Africa graduating out of AGOA, I think there is also confusion about the implications. Others frame it as a complete ban from the U.S. market, which is not the case.
Simply put, as South Africa transitions out of AGOA, the country would face an additional Most Favoured Nation tariff of around 3.4% on top of the existing tariffs the current U.S. Administration added to various countries.
Currently, some South African products enter the U.S. market at 12.5% tariffs (Liberation Day tariff). Without AGOA, these tariffs would rise to 15.9%, slightly reducing the competitiveness of some South African products in the U.S. market.
Still, one could argue that while this would be a challenging path, it would not necessarily be as catastrophic as we have faced in the past, when we faced much higher U.S. tariffs and still managed to compete.
Consider South Africa’s agriculture: in 2025, the South African farming sector faced tariffs of around 30%. Still, agricultural exports to the U.S. were strong.
South Africa’s agricultural exports to the U.S. in 2025 totalled US$504 million, down 3% from the previous year.
During the higher “Liberation Day Tariffs”, some South African agricultural exporters took advantage of the 90-day pause in the second quarter of 2025 and exported more volume than usual.
After this pause, exports cooled in the third and fourth quarters of 2025. Notably, South Africa’s agricultural exports to the U.S. fell 11% in the third quarter of 2025, compared with the same period in 2024, to US$144 million. In the last quarter, South Africa’s agricultural exports to the U.S. fell sharply by 39% to US$81 million. Still, the overall annual exports were encouraging.
Even this year, South Africa’s agricultural exports to the U.S. were strong. For example, South Africa's agricultural exports to the U.S. increased by 56% from the first quarter of 2026 to the second quarter of 2026, to US$123 million. The decline in U.S. tariffs, from 30% to 12.5%, among other factors, has been the major contributor to the increase in South Africa’s agricultural exports to the U.S.
The U.S. remains an important market for South African agriculture, accounting for about 4% of our agricultural exports. Main exports include citrus, berries, grapes, raisins, wine, fruit juices, apples, pears, apricots, and nuts.
Again, South Africa's graduation from AGOA must be viewed in context and may not mean a catastrophe. This is not to understate the impact some industries may feel as the increase in tariffs slightly reduces their competitiveness. Still, we must manage the sentiment and narrative around this issue well.
Above all, this yet again reminds us of the need to work hard to diversify South Africa’s export markets to growing regions such as Asia and the Middle East.
But export diversification must be framed correctly; it is not a replacement for the U.S., EU, UK, Africa, and other markets. These remain key, and we must work to retain our access to them.
--Wandile
Trump anuncia intenção de excluir África do Sul e Ruanda do programa comercial AGOA a partir de 2027
O Presidente dos EUA, Donald Trump, notificou o Congresso e os Governos da África do Sul e do Ruanda da intenção de excluir ambos os países do programa AGOA, a partir de 1 de Janeiro de 2027.
Segundo Washington, a decisão resulta de uma avaliação que identificou práticas incompatíveis com os critérios de elegibilidade do programa.
No caso da África do Sul, os EUA apontam barreiras comerciais e ao investimento, corrupção e ameaças aos interesses de segurança nacional e política externa americana.
Quanto ao Ruanda, acrescentam preocupações com o Estado de Direito, pluralismo político, direitos humanos e direitos laborais.
A medida foi anunciada em 2 de Novembro de 2026 e constitui, nesta fase, uma intenção formal de exclusão.
Fonte: Gabinete do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), comunicado de 2 de Novembro de 2026.
It is regrettable that South African policies led to the termination of AGOA for South Africa. This was a predictable and preventable outcome resulting from the rejection by South Africa's government of real concerns raised by the U.S. Government. I remain hopeful that we can find a path forward to address our larger bilateral concerns, but the South African government must understand the gravity of the situation. We know that if America succeeds, so too will South Africa. This is the partnership I will continue to pursue as expeditiously as possible.
ustr.gov/about/policy-office…
José Arlindo retweeted
Neste momento, queremos rezar por aqueles que perderam recentemente uma pessoa querida; em particular, por aqueles dos quais a absurda violência da guerra arrancou um ente querido. Que as lágrimas de tantas mães, de tantas crianças, de tantos idosos toquem a consciência daqueles que têm o poder de fazer calar as armas!
José Arlindo retweeted
A fé em Cristo nos diz que o nosso vínculo com os fiéis defuntos não foi interrompido, mas transformado. Com a oração de sufrágio, acompanhamos os nossos entes queridos rumo à plena comunhão com o Senhor, aquela comunhão que, verdadeiramente, já experimentamos antecipadamente aqui, no Sacramento da Eucaristia. Animados por esta fé repleta de esperança, prossigamos o nosso caminho terreno, à espera do dia em que o Senhor enxugará toda lágrima.
KIMI ANTONELLI É O CAMPEÃO MUNDIAL DE FÓRMULA 1 DE 2026!!! 🏆
O mais jovem de sempre a conquistar o título, aos 20 anos e 68 dias!
I voted for M. VERSTAPPEN as @salesforce #F1DriveroftheDay. Make your vote here: formula1.com/en/page/vote df0603krefnld.cloudfront.net…
Incêndio no Serviço de Oncologia do HCM: Ministério da Saúde confirma a evacuação segura de 22 pacientes, sem registo de feridos. O incêndio provocou danos materiais de grande proporção. As causas estão a ser investigadas.
Kenmare e Governo moçambicano chegam a acordo de 20 anos para exploração comercial das areias pesadas de Moma, com aumento progressivo das receitas do Estado
O Governo de Moçambique aprovou a prorrogação, até 2044, do acordo de implementação da Kenmare Resources, responsável pela exploração das areias pesadas de Moma, na Província de Nampula. A decisão põe fim a vários anos de divergências sobre impostos, royalties e benefícios fiscais.
O novo acordo estabelece um aumento progressivo dos royalties pagos ao Estado moçambicano, calculados sobre a receita bruta da empresa:
- 2025–2029: 3%, contra o anterior 1%;
- 2030–2034: 4%;
- 2035–2044: 5%.
Isto significa que, por cada 100 dólares de receita bruta, a Kenmare pagará ao Estado 3, 4 ou 5 dólares, conforme o período. Anteriormente, pagava apenas 1 dólar.
Outras condições do acordo:
A Kenmare ficará sujeita a uma retenção fiscal de 20% sobre serviços prestados a partir do estrangeiro, incluindo consultoria e comercialização, com excepção dos juros. A empresa estima um encargo adicional de cerca de 3 milhões de dólares anuais.
Compromete-se ainda a investir, ao longo dos 20 anos, pelo menos 200 milhões de dólares em equipamentos, instalações e infra-estruturas, além de 50 milhões de dólares em projectos sociais, abrangendo educação, saúde, transportes, energia, água e saneamento.
O Estado moçambicano terá também o direito de comprar até 20% da produção anual de Moma para processamento em território nacional. A aquisição será feita a preços de mercado e, regra geral, mediante aviso prévio de dois anos. Não se trata de receber gratuitamente 20% da produção nem de adquirir 20% do capital da empresa.
O acordo original, celebrado em 2002, concedia condições particularmente favoráveis à Kenmare, incluindo royalties de apenas 1% e isenções de imposto sobre o rendimento das sociedades, IVA e direitos aduaneiros.
A aprovação do novo acordo foi comunicada à empresa em 29 de Outubro de 2026. Falta ainda assinar uma adenda e submetê-la ao Tribunal Administrativo.
Importa distinguir que a concessão mineira propriamente dita é independente deste acordo e termina em Agosto de 2029, podendo ser renovada por mais 15 anos, mediante o cumprimento dos requisitos aplicáveis.
O entendimento prevê igualmente a possibilidade de uma nova prorrogação por 20 anos depois de 2044, sujeita a negociação e à legislação então em vigor.
Nota de esclarecimento: O aumento dos royalties para 5% não significa que o Estado receberá 5% dos lucros da Kenmare, mas sim 5% da receita bruta sujeita a royalties, independentemente dos custos operacionais ou do lucro da empresa.
Importa igualmente distinguir a retenção fiscal de 20% sobre serviços prestados a partir do estrangeiro do direito do Estado de adquirir até 20% da produção anual de Moma, a preços de mercado, para processamento local. São disposições distintas, com efeitos económicos diferentes.
A taxa de royalties de 5% só será aplicada entre 2035 e 2044. Antes disso, será de 3% entre 2025 e 2029 e de 4% entre 2030 e 2034.
Fonte 🔗 miningmx.com/2026-10-30-kenm…
O Presidente do Malawi, Peter Mutharika, regressou ontem, 31 de Outubro de 2026, ao seu país, depois de permanecer 25 dias na África do Sul, numa deslocação que as autoridades classificaram como uma visita privada.
Chama a atenção o impressionante aparato de segurança junto à porta do avião, com agentes fortemente armados e várias viaturas de escolta.
Actualização: Comunica-se que o incêndio no edifício do Serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo #HCM já foi debelado. Todos os doentes foram evacuados e encontram-se em segurança. 🙏🏾
Actualização: Comunica-se que o incêndio no edifício do Serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo #HCM já foi debelado. Todos os doentes foram evacuados e encontram-se em segurança. 🙏🏾
Ferrari Purosangue na cidade da Beira! O preço pode rondar os 660 mil a 730 mil euros (mais de 50 milhões de meticais). É o primeiro Ferrari com quatro portas e quatro lugares, classificado como FUV (Ferrari Utility Vehicle), um crossover de luxo.
Beira é Wawa Mano!
FBI ACUSA COREIA DO NORTE DE ROUBAR MAIS DE 6 MIL MILHÕES DE DÓLARES À BINANCE
O FBI anunciou, a 31 de Outubro de 2026, que a Coreia do Norte foi responsável pelo roubo de mais de 6 mil milhões de dólares em activos digitais da plataforma de criptomoedas Binance, ocorrido por volta de 29 de Outubro.
Segundo o FBI, a operação foi conduzida por piratas informáticos norte-coreanos identificados como TraderTraitor.
As autoridades norte-americanas detectaram que os responsáveis estão a converter os activos roubados principalmente em Ethereum (ETH), prevendo-se que recorram posteriormente a serviços de finanças descentralizadas (DeFi) e de conversão instantânea para ocultar a origem dos fundos.
O FBI, em colaboração com o Serviço Secreto dos EUA (USSS) e a unidade de investigação criminal do IRS (IRS-CI), apelou às empresas do sector para bloquearem transacções associadas aos endereços digitais utilizados pelos responsáveis.
O comunicado oficial divulga uma extensa lista de endereços de criptomoedas associados ao roubo.
The FBI is releasing information advising the Democratic People's Republic of Korea (North Korea) was responsible for the theft of more than $6 billion USD in virtual assets from cryptocurrency exchange, Binance, on or about October 29, 2026. The FBI refers to this specific North Korean malicious cyber activity as "TraderTraitor."
The FBI, together with partners at the USSS and IRS-CI, has observed TraderTraitor actors converting stolen assets primarily into Ethereum (ETH). It is expected these assets will then be further laundered by converting them using DeFi and instant swap services as they prepare them for further laundering stages.
How You Can Help:
FBI, USSS, and IRS-CI are urging private sector entities including THORNode operators, RPC node operators, instant exchanges, DeFi services, blockchain analytics firms, and other virtual asset service providers to block transactions with or derived from addresses TraderTraitor actors are using to launder these stolen assets.
A list of addresses associated with this activity is available here: fbi.gov/investigate/cyber/al…
AFC/M23 – FRN não são simples grupos rebeldes nem guerrilheiros; são verdadeiras forças armadas. Kinshasa parece não perceber que não serão as sanções, por si só, a permitir-lhe recuperar os territórios perdidos.
Kinshasa perdeu esses territórios no campo de batalha e, sem os disputar militarmente, dificilmente os recuperará.
A este ritmo, não demorará muito até que a paz se consolide naquela região e surja uma nova Somalilândia.
O que importa é a paz, independentemente de quem esteja no poder. 😎
O vídeo em anexo retrata as FRN, a nova força militar que substitui os antigos movimentos rebeldes.
🇺🇸🇷🇼🇨🇩 EUA SANCIONAM MINISTÉRIO DA DEFESA DO RUANDA E BANCO ZIGAMA POR APOIO AO M23 NA RDC
O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou, nesta quarta-feira, 28 de Outubro de 2026, sanções contra o Ministério da Defesa do Ruanda e a instituição financeira Zigama Credit and Savings Society.
Segundo Washington, o Ministério da Defesa fornece apoio militar, logístico e equipamento ao M23, enquanto o banco Zigama terá facilitado pagamentos para aquisição de armamento, movimentação de ouro e transferências de dezenas de milhões de dólares relacionadas com o grupo rebelde.
MAS COMO FUNCIONAM ESTAS SANÇÕES NA PRÁTICA?
Imagine que o Ministério da Defesa ruandês ou o banco Zigama possuem dinheiro depositado num banco americano. Esse dinheiro fica bloqueado: continua a pertencer-lhes, mas não pode ser movimentado livremente.
Uma empresa americana que pretenda vender equipamentos ou prestar serviços a estas entidades também fica, em regra, impedida de realizar essas transacções.
As restrições estendem-se às empresas detidas em 50% ou mais pelas entidades sancionadas, individualmente ou em conjunto com outras entidades bloqueadas.
E OS BANCOS FORA DOS EUA?
Um banco africano, europeu ou asiático que efectue operações envolvendo estas entidades também poderá enfrentar riscos, especialmente quando as transacções passam pelo sistema financeiro americano.
Quem violar ou tentar contornar as sanções poderá enfrentar penalizações financeiras ou criminais, conforme a legislação aplicável.
As sanções admitem determinadas excepções e autorizações especiais.
QUAL É O OBJECTIVO?
Pressionar o Ruanda a retirar as suas tropas do território congolês e a interromper o apoio ao M23, no quadro dos compromissos assumidos nos Acordos de Washington, assinados em 4 de Dezembro de 2025.
Importa esclarecer que estas medidas não representam um bloqueio económico total ao Ruanda. São sanções dirigidas às entidades especificamente identificadas pelos EUA.
🇷🇺🇿🇦 G20: Lavrov já está em Atlanta para a reunião ministerial. Putin foi convidado para a cimeira de Dezembro, em Miami, mas ainda não confirmou presença. Já a África do Sul, membro fundador do G20, continua excluída pelos EUA. Ramaphosa fica de fora.


















