9 pontos de distância do primeiro lugar em OUTUBRO.
Uma equipa extremamente irregular, com os mesmos problemas que a atormentam há bastante tempo. Não há sinais consistentes de melhoria, e a cada jogo que passa, a sensação é de que o cenário se torna ainda mais preocupante.
As exibições não convencem, os resultados não aparecem e a equipa continua sem demonstrar capacidade para inverter uma tendência que já se prolonga há demasiado tempo.
Perante este cenário, a pergunta impõe-se: o que está à espera Varandas para tomar uma decisão drástica?
Que jogo está a fazer o Irankunda. Capacidade de desequilíbrio brutal, acompanhada de uma tomada de decisão top. O australiano não quer perder pontos.
Gooooloooooo. Luís Suarez! Belo cruzamento atrasado de Fresneda e finalização do colombiano! Acredita Sporting!
Primeira parte de um Sporting desconfiado de si próprio, a querer fazer tudo demasiado depressa, condicionado pela ansiedade de não perder pontos. A equipa tem revelado precipitação nas suas ações, faltando-lhe tranquilidade e critério para controlar o jogo.
O adversário tem sabido tirar partido desse contexto, gerindo a vantagem com serenidade e aproveitando os espaços concedidos pelo Sporting para sair em transição, tendo já criado situações para ampliar o marcador.
O Sporting treme por todos os lados, transmite insegurança e está longe de demonstrar a estabilidade necessária para dar a volta ao resultado. Será necessária uma segunda parte praticamente perfeita para inverter este cenário.
Irankunda, inicialmente posicionado por dentro, não conseguiu acompanhar o movimento de Robinho, que atacou a profundidade e cruzou ao segundo poste. O adversário aproveita a situação para abrir o marcador.
É preocupante a facilidade com que os adversários conseguem chegar a zonas de finalização e criar perigo junto da nossa linha defensiva. Neste lance, praticamente todos os elementos da linha defensiva chegam atrasados à ação, sem capacidade para intercetar o cruzamento ou condicionar a finalização, permitindo ao adversário finalizar com demasiada facilidade.
Flávio e Doumbia posicionam-se nas costas dos médios adversários, com o português a assumir uma posição mais fixa no corredor central, enquanto o italiano beneficia de maior liberdade para explorar a profundidade e dar largura ao jogo através de movimentos laterais.
Quando Irankunda se posiciona mais baixo, é Doumbia quem procura ocupar o corredor exterior, privilegiando movimentos de profundidade no espaço entre o defesa-central e o lateral adversário, papel que mais gosta de desempenhar.
15 minutos de um Sporting dominador, a assumir o controlo da partida e a instalar-se com frequência no meio-campo ofensivo do adversário. A equipa tem explorado sobretudo os corredores laterais, com particular incidência em Irankunda, conseguindo criar desequilíbrios e ferir com facilidade a linha defensiva do Viseu.
Também no momento da perda, o Sporting tem demonstrado capacidade de reação, recuperando a bola com eficácia e condicionando as tentativas de saída para o ataque do adversário.
A maldição do LASK volta a atacar em Alvalade, num jogo em que o Sporting voltou a evidenciar enormes dificuldades em organização ofensiva, a transição defensiva deixou também sinais cada vez mais preocupantes. Muito espaço no corredor central, referências adversárias livres e demasiada facilidade em receber de frente para a nossa linha defensiva e progredir no terreno.
Infelizmente, o Sporting é neste momento uma equipa conhecida pela irregularidade, oscilando entre exibições positivas e outras bastante aquém das expectativas, sem conseguir encontrar a consistência exibicional e de resultados que as ambições do Clube exigem.
Com a possibilidade de praticamente garantir o apuramento para o play-off, voltamos a vacilar em casa, num jogo e numa exibição que levantam ainda mais dúvidas e preocupações sobre o momento da equipa.
A inconsistência já não é um episódio isolado. É um padrão que importa corrigir.
Sporting sempre! 💚
Transições defensiva medonha. Jogo muito fraco do Sporting, não conseguindo ter superioridade na partida desde o momento que sofreu o empate.
Em organização ofensiva, o Sporting continua a evidenciar algumas dificuldades na criação de oportunidades. A equipa já não demonstra a mesma capacidade para desmontar o bloco adversário, através de combinações curtas nas costas dos médios e de uma ocupação de qualidade dos espaços interiores, muito pela mudança de características.
Neste momento, estamos muito dependentes das transições ofensivas, uma das armas mais valiosas da equipa esta época. É também por isso que, em determinados momentos, o Sporting se sente confortável a defender num bloco médio, procurando condicionar o adversário e explorar os espaços disponíveis após a recuperação da bola.
Ainda assim, sendo uma equipa que assume o protagonismo e terá de assumir a iniciativa na maioria dos jogos, é fundamental evoluir em organização ofensiva. A dificuldade em criar e desmontar blocos baixos continua a ser um aspeto preocupante, no qual precisamos de crescer para tornar o nosso jogo mais consistente e menos dependente das transições.
Perda de bola dentro do nosso meio-campo, na sequência de um passe vertical de Inácio. A receção de Suárez não é a melhor e permite ao adversário recuperar e sair rapidamente em ataque rápido, apanhando a nossa equipa desequilibrada.
Os nossos médios encontravam-se demasiado projetados e não conseguiram recuperar a tempo de controlar o jogador que recebeu o passe atrasado. Apesar de a linha defensiva estar em superioridade numérica, encontrava-se em movimento de recuo e Quaresma não conseguiu subir a tempo de assumir a marcação ao adversário, permitindo-lhe receber com espaço.
Um golo que surge num momento em que o Sporting tinha o jogo controlado e se sentia confortável na partida.
O Sporting tem estado agressivo na pressão (Altimira novamente a encaixar), tanto em pressão alta como num bloco médio. As referências individuais estão bem identificadas, com os jogadores a saltarem no momento certo, a assegurarem as passagens de marcação e a garantirem os devidos acompanhamentos quando o adversário procura explorar a profundidade através de passes longos.
15 minutos de boa pressão coletiva, com a equipa a condicionar as soluções do adversário, sem permitir encontrar o homem livre ou tirar partido das movimentações para criar desequilíbrios na nossa organização defensiva.
Goooolooo. Suarez de grande penalidade. Muito bem o Inácio a antecipar e a recuperar alto, e Irankunda a ganhar a grande penalidade no duelo de 1vs1. Boa entrada dos leões! Vamos!
Miguel Almeida marcou 23 golos pelos Sub-19 na época passada e, nesta temporada, mantém a veia goleadora, agora ao serviço dos Sub-23, tendo já somado também minutos pela equipa B. É daqueles jogadores que sem nunca ter tido grande nome, tem vindo a construir o seu percurso com mérito e a destacar-se através do rendimento dentro de campo, muito à imagem de Rafael Nel. É um perfil que entusiasma e que merece continuar a ser acompanhado de perto.
O Sporting continua a evidenciar dificuldades na gestão das referências individuais, sobretudo nas hesitações no momento de sair da posição, nas falhas de passagem de marcação e na perda de duelos por abordagens tardias. Inácio e Quaresma continuam a demonstrar alguma passividade e irregularidade na cobertura à linha média, permitindo ao adversário ligar e combinar com demasiada facilidade, explorando os espaços que surgem quando as referências não são devidamente controladas.
Num sistema com referências individuais, qualquer hesitação ou falha de marcação pode abrir espaços significativos e criar condições para o adversário desequilibrar. Estas dificuldades tornam-se ainda mais evidentes perante adversários com maior qualidade individual, capazes de explorar rapidamente qualquer desajuste. A primeira parte ficou marcada por várias falhas neste capítulo, embora se tenha verificado uma melhoria na segunda metade.
Ibrahima Ba poderá ser um perfil interessante para melhorar este comportamento, pela capacidade de atuar na cobertura e dar maior segurança e agressividade à linha defensiva. Ainda assim, é fundamental aumentar os índices de agressividade, melhorar a perceção das referências e ser mais assertivo no momento de saltar à pressão, garantindo também uma melhor comunicação e articulação na passagem de marcação.
Grande vitória do Sporting! Dois golos marcados, zero sofridos e seis pontos na Liga dos Campeões.
Uma primeira parte em que sentimos algumas dificuldades nos primeiros 20 minutos, mas, após o golo, conseguimos assumir o controlo do jogo e impor o nosso ritmo.
Na segunda parte, demos continuidade a esse crescimento, com uma equipa muito mais segura defensivamente e capaz de explorar os espaços em transição ofensiva para matar o jogo.
Uma exibição mais consistente após os primeiros minutos, com o Sporting a superiorizar-se ao adversário na segunda parte em todos os momentos do jogo. Uma vitória importante, não só pelos três pontos, mas também pela capacidade de controlar o encontro, manter a baliza a zeros e ser eficaz nos momentos decisivos.
Boa estreia do Kaique. Irankunda mais uma vez decisivo. Suarez cada vez mais goleador e Altimira o cérebro deste Sporting.
Que contratação fabulosa o Altimira. Perfeito para substituir o Morten. O cérebro da equipa com e sem bola. Uma besta de inteligência tática.
O Doumbia nem estava a realizar um bom jogo, sobretudo no que diz respeito à tomada de decisão. Ainda assim, esta versão do jogador, com chegadas constantes à área, diagonais curtas e longas e muitos movimentos de dentro para fora, é aquela em que consegue potenciar melhor as suas características.
É um jogador completamente diferente daquele que assume constantemente a responsabilidade de iniciar a construção, recebendo nas costas da primeira linha de pressão. Tem de estar sempre nas costas dos médios, com liberdade de movimentos.

