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Não se esqueçam de colocar o tênis pra ir votar. Tem que estar sempre preparado pra qualquer coisa. Depois de 2018, eu não posso mais ir de chinelo nem em uma urna eletrônica. Minha mente já acorda maquinando o bem.
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Vocês com psicose política e eu com misantropia polícia eu não paro de desejar essas pessoas mortas
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O Flávio descrevendo o norte e o nordeste tipo assim
EU TIVE LÁ E É UM LIXO, UMA NOJEIRA, URUBU, CRIANÇA NO ESGOTO, UMA TRISTEZA, GENTE SEM TRABALHO… MAS EU VOU AJUDAR VOCÊ
o eleitor sem saber se ele veio pedir voto ou um soco
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“se eu estivesse vivo votaria em luiz inácio LULA da silva para presidente”
- olavo de carvalho em carta psicografada divulgada no dia de hoje
passei o dia xingando bolsonarista e infelizmente não me sobrou nada pra xingar o Flamengo mais tarde em casa de derrota
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revista capricho 2010: será que o DUDU SURITA 💁🏻 vai gostar do seu brilho labial 💋💄 ou você é FEIA ❔😳
revista capricho 2026:
Expressão disparou nas buscas do Google após mobilização nas redes sociais; entenda o plano investigado pela Polícia Federal com o CH na Eleição.
mrf.lu/2vS-q
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A xenofobia não é problema exclusivo da direita ou das elites. É desonesto fingir o contrário.
Já fui xingado de "paraíba" por morador de rua; já fui tratado como ser inferior por sudestino que diz ser "justiceiro social".
A condescendência no trato com o brasileiro do norte-nordeste é uma chaga que vai além de ideologia. Envolve bairrismo, ignorância, cultura local.
Dentro desse universo de questões, há fenômenos particulares dos períodos eleitorais.
De um lado, parte da militância progressista do resto do Brasil passou a celebrar o Nordeste como um bloco uniforme de sensatez.
O sentimento nasce de orgulho, mas não raro descamba para a caricatura: ignora as particularidades de cada estado, bem como a redução gradual dos índices de votação e a emergência de figuras da extrema direita por estas bandas.
O NE vira uma espécie de Nárnia, até a hora de dar protagonismo real às nossas lideranças.
Por outro lado, temos o grande elefante na sala: a direita brasileira nunca soube se portar diante de Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 1994 e 1998, FHC encarnava o Plano Real e a promessa de um país que finalmente dava certo.
Em 1989, Fernando Collor era Alagoano.
Yuppie, sem sotaque, nascido no Rio, mas Alagoano, ex-presidente do CSA, representante dos "descalços e descamisados".
Por trás do nariz de cera marketeiro, nada mais que um dinossauro modernoso, prócer da ditadura:
Filho do senador-homicida Arnon de Mello, Prefeito de Maceió nomeado pela Arena nos anos 70 e governador eleito pelo povo nos 80. Exemplo da transição exitosa do coronelismo "educado" para a democracia.
Esta direita pariu outras figuras notáveis da política nacional, como Antônio Carlos Magalhães e José Sarney.
Esta mesma recebeu tolerância plena do establishment pós-reabertura: Jarbas Passarinho elegeu-se senador pelo Pará; o pernambucano Marco Maciel foi vice de Fernando Henrique - logo ele, exilado durante os anos de chumbo.
Aí chega 2002 e Lula, assessorado por referentes liberais na economia e com aparência e retórica nos trinques, se torna um candidato irresistível para uma parcela enorme do país.
Antes de se tornar Lula, líder das greves do ABC, ele foi Luiz Inácio, pirraio de Caetés, cidadela vizinha à Garanhuns no agreste Pernambucano.
7º entre 8 filhos de um casal de lavradores. O pai, canalha iletrado, abandonaria a mãe.
Cria de uma família que deixou o interior por necessidade, fugindo da fome num pau de arara.
50 anos depois, um retirante tinha chance real de se tornar a pessoa mais importante do país.
Para muitos, a eleição de Lula representou uma conquista maior que uma vitória da esquerda: o triunfo do legítimo trabalhador nordestino.
E assim foi. Goste ou não dos governos (há muito a se criticar), o fato é que foram revolucionários para a vida de milhões na região.
Isso rendeu gratidão do eleitor nordestino e ressentimento político da direita outrora tolerante com coronéis e tecnocratas. Esta xenofobia cresceu paulatinamente, a cada nova eleição.
Cresci lendo ofensas semanais ao NE na maior revista do país.
Lembro do texto do Rica Perrone defendendo adoção de voto censitário após a virada de Dilma em 2014 (mesmo ano em que o esquerdista Peninha nos chamou de "aquela bosta" na TV).
Lembro de ser chamado de morto de fome no facebook, mesmo sendo criança. De debochar de volta com rancor adulto quando faltou água em São Paulo no mesmo ano.
Assim, fui conhecendo meu lugar.
Em suma, o Nordeste é:
1 - Uma invenção, tão recente quanto o rádio
2 - Uma região de históricas tendências conservadoras
Nada há de ilegítimo ou incoerente em ser nordestino e de direita.
Mas é preciso muita desonestidade para renegar a própria origem e ser bobo da corte de quem gostava mais desta terra quando ela não tinha voz, nem vez.
Quando o político xenofóbico vence, você é "cabra da peste", "arretado".
Quando perde, não existe nordestino de direita ou de esquerda.
Existe uma massa de "baianos imprestáveis", cujo voto devia valer menos.
(Print de 2022)



























