Muita gente teve enorme mérito nessa virada pela democracia, mas, agora que a gente tá dando risada, vale menção especial ao papel absurdo que os humoristas brasileiros - fazendo graça ou falando sério - tiveram nessa eleição. Posicionamentos tão firmes causam prejuízos, sabemos, mas também sabíamos o que estava em risco nessa eleição.
Valeu demais, @MarceloAdnet, @FabioPorchat, @PauloVieiraReal, @Tatawerneck, @bandeiravalen, @DanielSFurlan, Rafael Saraiva, Gregorio Duvivier, Caito Mainier, @portadosfundos e tantos outros que certamente estou esquecendo... vocês foram foda.👊
Os perdedores, que outra vez tentaram burlar as regras do jogo impedindo eleitores de votar, não reconhecem a vitória adversária mesmo com uma diferença de 4,4 milhões de votos. Sem surpresa, é da natureza golpista do partido e, especialmente, dessa família abjeta.
A virada inesperada veio das ruas, de uma mobilização e um engajamento que não se via há 34 anos por parte da ala progressista do país. Mas veio também, é importante reconhecer, do posicionamento de muitas figuras da direita: gente que não gosta de Lula, mas que viu uma eventual vitória bolsonarista como ameaça à democracia e entrega do país ao crime organizado.
Portanto, aos derrotados, uma vez na vida, façam como seus adversários e saibam aceitar uma derrota.
E na próxima vez, se desejarem mais chances, não escolham um membro dessa família criminosa, inepta, racista, obscurantista, miliciana, cruel, canalha, truculenta e golpista.
Imagino que Flavio, a exemplo do irmão, deva fugir da polícia se mandando para os EUA. Não inventem de escolher um outro membro dessa linhagem asquerosa. Extirpando essa família da política nacional, suas chances de vencer serão maiores e, mais importante, os riscos para o Brasil, bem menores.
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Flávio Bolsonaro perde por 4,4 milhões de votos e não reconhece a derrota.
Só confirma por que, assim como o pai, não pode ser eleito. O DNA golpista é a maior marca da família.
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Se vencer, Flávio usará faixa presidencial como escudo contra investigações oglobo.globo.com/blogs/berna…
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Flávio fez transações financeiras incompatíveis com a renda, movimentou R$ 1,3 milhão em três meses e usou repasse de escritório de advocacia para quitar mansão, diz Coaf oglobo.globo.com/politica/el…
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Flavio Surubinha com o assassino de aluguel de Vorcaro, morto na cadeia.
Lembrando que ele é contra bandido mas tem uma estranha mania #FlavioDefensorDeAssassino
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Qual proposta de Flavio vc mais curte?
- gorjeta em euro pra nordestino
- funcionário público IA
- Raspar munição pra ajudar grupo de extermínio
- vender o BB pro Bank of América
- Libertar Vorcaro, TH Joias, Canella e outros irmãos bandidos
- cortar os nossos direitos
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Flávio fez transações financeiras incompatíveis com a renda, movimentou R$ 1,3 milhão em três meses e usou repasse de escritório de advocacia para quitar mansão, diz Coaf oglobo.globo.com/politica/el…
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No último ano e meio trabalhei com a gerência das redes do Ministério da Saúde. Dois temas, saúde e redes, complexos. Não virei médico nem especialista em redes, mas vivi e vivo e leio os dois temas. Quero me ater ao segundo item um pouco mais.
Há vasto material sobre o escândalo dos algoritmos. Na Central 3 vivia lá um livro sobre o Facebook. O li uma vez, porque tinha um negócio que dependia de compreender redes, e fiz várias consultas pontuais. Hoje tem outros livros, filme e inúmeras reportagens. A maior delas, uma série que provou que duas em cada três pessoas que entravam em grupos extremistas, racistas, fascistas, o faziam por indicação direta do algoritmo do Facebook.
Com o mercado mordendo o lucro do Face, graças ao sucesso de concorrentes que capturavam o tempo das pessoas, a empresa dobrou (na verdade, mais que quadruplicou) a aposta. Passou a privilegiar tanto o discurso de ódio que se tornou impossível não virar assunto de Estado. Começou a enlouquecer pessoas, adoecer crianças e encher o tanque de movimentos nazistas, pedófilos, misóginos. Atualmente é ainda incalculável a perversidade com a qual estes parâmetros estão calibrados. A ideia é manter as pessoas com ódio, mas dentro de seus aplicativos. Funciona, é infalível, não é aleatório, são estudos profundos sobre psiquê humana e comportamento digital.
Quando, daqui alguns anos, uma outra rede social ganhar muito espaço global em pouco tempo, isso vai acontecer de novo. As redes hoje hegemônicas tentarão se manter no topo ao custo de tornar os algoritmos mais radicais ainda. O capitalismo, aliás, funciona assim desde sempre. Quando sente o risco de um colapso (e está quase sempre perto disso), apela para o fascismo, um histórico aliado do capital, geralmente disfarçado, mas, quando preciso, explícito.
Lula disputa contra precisamente isso. Não é um milagre que vença as eleições: é um milagre que ainda dispute. É um fenômeno sem precedentes. Luta, hoje, contra quem entraria no Facebook em 1888 para gritar contra a Lei Áurea e a favor da escravidão. Hoje, negam vacina e propagam absurdos que nem conseguimos imaginar - em vários casos porque as redes, onde vivem bitolados e onde se informam, sugerem, e em outros casos porque são pessoas horríveis mesmo. As redes sociais tendem a se tornar piores, e isso é incompatível com uma democracia plena. Inclusive porque geralmente quem se beneficia de discursos de ódio são aqueles políticos que costumam ser mais simpáticos a desregularizar leis do tipo.
Só escrevo para que não pareça que eu acho que os resultados eleitorais indicam orgânico desejo social. Sexta-feira Flávio Bolsonaro, advogado, defendeu o assassino de uma criança na frente da mãe da vítima, assassino esse defendido juridicamente, de graça, sem custos, pelo próprio Flávio, sem que fique clara a motivação. Esse tipo de horror não foi tratado com gravidade suficiente. Do ponto de vista das redes sociais e do seu lucro, que é resultado de engajamento (e tanto faz a qualidade deste engajamento), é mais importante esta fala ser republicada de forma infinita e raivosa do que qualquer discurso criticando a mesma. Nem preciso dizer que diminuir a exposição de uma cena tão asquerosa está fora de cogitação.
É mais ou menos por isso que acho que Flávio ganha votos, e não perde, se aparecer amanhã de manhã dando um tapa em um frei ancião. Não há uma lógica, nem mesmo uma moral, na disseminação de itens sob tensão raivosa tão milimetricamente calculada para gerar tanto, mas tanto dinheiro, que gera poder, que põe seus donos nas mesas mais importantes para que recomece o ciclo. Gosto muito do Brasil, acho o país mais legal de todos. Gosto das pessoas do Brasil. Mineiros, gaúchos, alagoanos, brasilienses, cariocas, paraenses, gosto. Se der errado o resultado das eleições neste domingo, vamos ler muita coisa difícil. Se der certo, idem. Só não nos esqueçamos que o meio, no caso das redes, não é só uma ponte. O meio também fala, do jeito dele.
Foram três semanas fantásticas de mobilização contra a candidatura mais bandida da história da República. Apesar de tudo, de ter de remar tão contra a maré, foram momentos inesquecíveis de mobilização e brio.
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Foi a última vez que falei com meu pai. No meio de uma das coberturas mais importantes da minha vida. Horas antes do jogo ele foi intubado, e as semanas de agonia terminaram com sua partida.
Tendo passado por isso, minha responsabilidade é fazer de tudo para impedir a volta de quem foi negacionista, debochado, não fez o suficiente para que ele ainda estivesse comigo.
Se isso de alguma forma te sensibiliza, me ajude a impedir que isso aconteça.
Os comentários vão ficar bloqueados porque já conheci a crueldade dessa gente. Vão atacar meu luto como fizeram com todos os meus dramas desde então.
Mas isso é uma revelação sobre eles, não sobre mim. Se vocé acha que meu pai, e tantos outros entes queridos, não tinha de passar por isso, você sabe o que fazer.
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Os 3 tipos de bandido que ganham com a política de armas dos Bolsonaro
Os Bolsonaros dizem que querem armar o cidadão de bem. Mas o que eles fizeram e defendem sobre armas facilita a vida de três tipos de bandido:
O primeiro é quem tira licença de CAC pra montar arsenal e revender pro crime. Com os decretos de Jair Bolsonaro, o limite de um atirador registrado pulou de 20 mil para 180 mil balas por ano, com até 60 armas.
O segundo é quem compra munição desviada da polícia, e é ele que ganha se acabar a marcação das balas, que Flávio defende eliminar.
O terceiro é o agressor dentro de casa: em 2009, Flávio foi o único deputado da Alerj a votar contra tirar a arma de policial acusado de violência doméstica.
🔦 No último episódio da temporada, Alessandra Orofino, diretora geral do Revelando, revela os perigos da política armamentista dos Bolsonaro.
Assista ao novo episódio do Revelando: Uma dor conhecida.
ASSISTA COMPLETO AQUI: youtu.be/nFCBg9Bx26o
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Faltam 15h pro voto e até agora Flávio Bolsonaro não explicou os 134 milhões de Daniel Vorcaro; como pagou uma mansão de 6 milhões; a ligação com milicianos e PMs bandidos; por que defendeu o assassino de uma menina de 5 anos. Flávio fala em transparência e entrega dúvida.
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É amanhã que você evitar que o Brasil, admirado por todo mundo, seja uma VERGONHA internacional, um MICO mundial, elegendo um GÂNGSTER apoiador de assassinos, sicários, milicianos, falsarios, golpistas, coaches e entreguistas.
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Esse é o vídeo mais aterrorizante da história de todas as eleições brasileiras. Isso vai correr o mundo e é bom para que todos vejam o que é o bolsonarismo. A suposta fantasia de Lula é uma tentativa de disfarçar o que esse homem que o acorrenta é.
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Já fui ameaçado de morte inúmeras vezes por ser advogado de vítimas de violência como Ana Clara, menina assassinada por um bolsonarista.
Hoje, estou em um programa de proteção a defensores de direitos humanos do governo federal. Preciso andar em carro blindado para ter uma chance de sobreviver a um ataque.
Leia de novo: preciso de BLINDAGEM para continuar defendendo vítimas e para continuar vivo.
Você que vota 22 pode até não querer a minha morte. Mas precisa encarar o que seu voto significa para quem vive sob ameaça como eu.
Lutar contra essa candidatura não é capricho político. É SOBREVIVÊNCIA.
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EXCLUSIVO: Flávio fez transações financeiras incompatíveis com a renda, movimentou R$ 1,3 milhão em três meses e usou repasse de escritório de advocacia para quitar mansão, diz Coaf
Com @edugoncalvesjor e @tbronzatto
oglobo.globo.com/politica/el…














