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Colunista de economia do @Estadao. Autor de Extremos - Um Mapa para Entender as Desigualdades no Brasil. Instagram: pedrofnery

Brasília
Joined September 2017
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1/2 Todo tempo passado foi melhor? Faz pouco tempo, não poucas firmas (ex, Amazon) institucionalizavam incentivos para seus empregados usarem IA. Agora Goldman Sachs restringiu a IA de programação aos engenheiros, tirando-a de traders. Justificativas? qz.com/goldman-sachs-ai-reas…
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A cobertura brasileira da eleição americana fala bastante sobre "primeiro homem abertamente gay no senado", "primeira governadora indígena", "primeira governadora negra". Tem na Folha, no G1, nos jornais da Globo. Parece uma vitória "progressista", de esquerda. Mas há muito menos destaque sobre isso na mídia americana. Tem matérias, mas não tava na capa do New York Times, Washington Post ou CNN. Lendo a cobertura e alguns artigos, tenho sensação de que o tema "representatividade" é menos relevante hoje, e os candidatos democratas mal falavam sobre isso. Eles viram que dizer que a candidata seria a primeira whatever não é o que move votos. Falar sobre inflação, guerra e corrupção, sim. Inclusive é um erro ler essa tsunami como vitória "da esquerda". Nas disputas mais difíceis, ganhou quem era mais centrista. Das mais de 200 cadeiras da Câmara vencidas pelos democratas, há no máximo 15 dos "Democratas socialistas". Os candidatos apoiados por Bernie Sanders tiveram performance pior que a média. Alguns exemplos: Josh Turek, democrata que venceu a vaga para o senado em Iowa (onde Trump havia vencido por 14 pontos em 2024), tinha propagandas falando que apoiava uma lei para dividir categorias esportivas por sexo biológico e iria brigar para proibir que o sistema público de saúde financiasse cirurgias de transição. James Talarico, que venceu no Texas, fala sobre o "wokismo" assim:
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Ao invés do cálculo por zona, isolei por RA a votação para Presidente no segundo turno no DF. E o resultado foi esse:
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OPINIÃO | Pedro Fernando Nery (@pfnery): "A vingança de Vinchenço: por que regiões pobres não alcançam as regiões ricas?"; leia coluna > x.gd/pHWJg
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Sobre a IA, na New Yorker desta semana: "It's not that humans wil come to know too much too quickly but that they will understand less and less-eventually less than we understand now" Resultados q o usuário da IA não comprrende: conhecimento ou fé? newyorker.com/magazine/2026/…
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Em 2021, o primeiro ministro da Turquia surgiu com uma teoria incomum de que baixar a taxa de juros do BC seria necessário para acabar com a inflação galopante (então em 20%). Ele interveio no BC e demitiu diretores. O BC abaixou os juros de referência. Três coisas ocorreram: (1) os spreads bancários subiram, pq a percepção de risco subiu — então boa parte da meta de juro mais baixa não se traduziu em crédito mais barato, por um descolamento entre as taxas; (2) a inflação disparou, chegando a mais de 80% ao ano em 2022 — mesmo considerando a pandemia, um aumento desproporcional; (3) em 2025, o governo teve que reverter a política, e as taxas de juros passaram de 50%. Não é muito diferente das propostas que estão surgindo para baixar os juros a fórceps no Brasil. Intervir no BC e baixar a taxa de juros imprimindo dinheiro, o que deve resultar em alta inflação. O efeito no crescimento pode ser positivo no curto prazo — mas se significar um aumento do risco e spreads, você contrata inflação mais alta sem aumento de crescimento. A Turquia também é outro país com problema crônico de juros alto. E deve ser uma lição pras propostas fora do consenso científico que estão surgindo por aí.
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Alguem do Ceará me explica uma parada. Como que vcs sao tao bons em matematica? Tipo, na moral mesmo, é alguma politica de incentivo, algo cultural, ou o que? Nao é uma pergunta cretina eu realmente quero saber
Brasileiro de 16 anos tira a maior nota do mundo na Olimpíada Internacional de Economia, realizada na China, e supera estudantes de super potências.
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Replying to @sccpmuh
Recomendo "Raízes do Brasil", do Sérgio Buarque de Holanda, vou em breve começar Casa Grande & Senzala, do Gilberto Freyre. Se quiser uma leitura bem contemporânea, recomendo "Extremos", do @pfnery
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LULA SAI NA FRENTE NA PROJEÇÃO Eu nunca achei que eu ia postar isso, mas seja pra apontar um belo erro no meu modelo ou não, eu preciso mostrar o que tá acontecendo, por transparência. Estou tremendo de medo de errar. Outras iniciativas também dão Lula com vantagem.
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The ugly truth about France and some of the other European countries currently in turmoil - and which none of the politicians want to admit because it'd be political suicide - is that you can't solve the problem by going after immigrants (as the right asserts) or the rich (as the left asserts), but you could solve it by going after the old. One extraordinary statistic for you: people over 60 in France, a quarter of the population, own 60% of France's wealth, non-financial and financial (ofce.fr/pdf/revue/2025/3-192…). And here is another crazy statistic: that same quarter of the population, those above 60, receive nearly two-thirds of all social spending by the French government (previssima.fr/actualite/prot…) - which is famously among the highest in the world (France's government spending is an insane 57.3% of GDP). Last statistic: they make up about 40% of voters because they're a third of registered voters (insee.fr/fr/statistiques/266…), and they turn out far more than anyone else (franceinfo.fr/elections/sond…). Put our 3 statistics together and there's almost a bit of an apartheid situation here: the old own most of the country's wealth, collect most of the social spending and have the political power to keep it that way. Which makes them a de-facto rentier class, living off assets and transfers paid for by younger generations. And, of course, at the risk of stating a truism, the future is built by the young. Yet France keeps effectively taking money away from them to give it to those whose working lives are already behind them - and need the money far less since they already own the country's wealth. What about inheritance, I hear you ask? That's the funniest/saddest aspect: given that life expectancy has kept rising, the French now inherit a home at 54 on average. The most common case is someone in their 80s leaving it to heirs in their 50s, in effect the very old transferring wealth to the about-to-be old (insee.fr/fr/statistiques/fic…). You can add this to our earlier apartheid statement: on top of all the rest, even when the old finally let go of their wealth, it stays within their own "camp". That's my personal situation, incidentally: I'm 42, my father is 71 and he is starting to look at ways to pass things on to me and my siblings, when our professional lives are already well settled, so it'll arrive when it changes things the least, which is pretty much the French system in a nutshell. Now, I get that there'd be some unfairness in going after them: they paid into the system their entire working lives, playing by the rules of a social contract that told them if they paid up they'd collect at the end. Changing the rules now means breaking that promise, which is admittedly unfair. But there's no magic wealth tree in any society: you can only take it where it is. That's the way most major societal transformations end up happening. They're often triggered by a catastrophic event (the so-called "four horsemen": mass-mobilisation war, revolution, state collapse, plague) BUT what really drives change is a transfer: wealth gets pried from the privileged class who've been sitting on it and handed to those who'll build what comes next. So, in theory and in an ideal world, you can do without the catastrophic event and directly proceed with the transfer... The fact that in France, and elsewhere in Europe, it's the youth protesting is probably no coincidence - even though they don't frame it as a generational fight. And even though, cruel irony, the left politicians many of them march behind promise to bring the retirement age back to 60 (lcp.fr/actualites/legislativ…), which would make the situation even worse. Let's say they understand intuitively that the system is stacked against them, even if they haven't yet figured out how. And politicians are obviously doing what politicians do, meaning pandering to the people who actually vote, while pointing the young towards easier - and politically convenient - scapegoats. To be clear I'm not saying it's the only problem in France, VERY far from it. I'm also not saying that all old people in France live a lavish lifestyle at the expense of younger generations: there are also plenty of very poor retirees who, if anything, would deserve more. What I am saying is that it's probably the biggest elephant in the room: everyone can see it, nobody dares mention it - no politician, from any side, wants to run on cutting grandma's pension - and it makes every other problem harder to fix.
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Qual deputada federal aprovou mais projetos na atual legislatura? → x.gd/k1Kbw No ‘Chama o Nery’ desta semana, o colunista destaca as deputadas mais efetivas na Câmara que conseguiram transformar seus projetos em lei
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Excelente artigo. Uma das questões mais importantes para o próximo e muito provavelmente todos os próximos governos! A dinâmica do trabalho no Brasil mudou muito de 2014 para cá. Por mais que o país tenha crescido e o desemprego esteja em baixa, o detalhe dos dados é muito cruel. A criação de emprego está concentrada entre 1 a 2 salários mínimos e muitas pessoas estão tendo que complementar a renda para compensar custos de vida e não perder benefícios. É uma batata quente para qualquer gestor e não creio que daremos resposta adequada a esse desafio.
Cerca de 38 milhões de pessoas sem carteira assinada ficam fora do fim da escala 6x1 e da ampliação do MEI, aponta a conselheira acadêmica do Livres Cecília Machado em coluna na @folha. 📰 A economista defende que as políticas de mercado de trabalho sejam pensadas em conjunto, olhando também para esses trabalhadores. Leia aqui: www1.folha.uol.com.br/coluna…
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Recentemente li o Gerontocracy in America, do Samuel Moynes, e ele trata de questões semelhantes, seja colocando em dúvida o desenho de instituições como supremas cortes e senados como redutos sobrerrepresentados de idosos, seja propondo medidas corretivas como essas do Pedro
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How has Brazil performed compared to the rest of Latin America since 2002? Out of 16 countries, Brazil ranks: 10th in poverty reduction 12th in labor productivity growth 15th in real GDP per capita growth
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1/8 A Gig Economy (Uberização) é o Setor Informal 2.0? Um setor "esponja", capaz de absorver o excedente estrutural e conjuntural da mão-de-obra? A baixa tx de desemprego hj no Brasil é produto desse espaço de livre entrada walrasiano? Para o FT sim. ft.com/content/3868b320-2c24…
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In 2002, Brazil had a higher Human Development Index than China, Turkey, Thailand, Peru, Colombia and five other countries shown here. By 2023, all had overtaken Brazil. The world has been moving faster.
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Editorial O Brasil tem condições de oferecer às suas crianças um começo de vida menos determinado pela pobreza da família em que nasceram. Essa deveria ser uma ambição elementar do próximo governo, seja qual for o eleito. Para realizá-la, será preciso preservar as políticas sociais que o País viu consolidar-se nas últimas décadas, mas rever a maneira como seus recursos são distribuídos. Defender essa revisão de rota é levar realmente a sério o propósito de combater a pobreza, uma histórica e renitente chaga nacional. Políticas públicas não podem ser julgadas pelo tamanho da despesa ou pela popularidade de quem as anuncia, mas pela capacidade de melhorar a vida de quem mais precisa. Há resultados a preservar. Segundo o IBGE, sem os benefícios dos programas sociais, a extrema pobreza teria atingido 10% dos brasileiros em 2024, ante os 3,5% observados. Naquele ano, a pobreza alcançava 39,7% dos menores de 15 anos, contra 8,3% dos idosos. Tamanho contraste reafirma, a um só tempo, o êxito da proteção aos idosos e a insuficiente atenção à infância. Não se trata de desamparar uns para acudir outros, mas de reconhecer onde a vulnerabilidade é maior. Priorizar a infância exige associar à renda creches de qualidade, saúde, alimentação e alfabetização, com responsabilidades definidas. Cobrar frequência escolar e acompanhamento médico pressupõe assegurar escola e atendimento. Creches e regras que evitem perda abrupta de renda no ingresso no emprego formal favorecem a autonomia das famílias. Parece óbvio, mas não custa sublinhar: conseguir um emprego formal deve aumentar a renda da família, não reduzi-la pela perda de benefícios. Essa agenda requer escolhas orçamentárias, não a promessa de recursos inesgotáveis – como é praxe no fantasioso mundo dos gabinetes brasilienses. É preciso rever subsídios sem retorno social demonstrado, vantagens corporativas e privilégios previdenciários. 📑A “lei da igualdade”, proposta neste jornal pelo colunista @pfnery, oferece um princípio útil: submeter grupos favorecidos às regras que valem para os demais. A resistência de quem perderá vantagens não pode pesar mais que as necessidades de quem depende do Estado. Responsabilidade fiscal e prioridade social podem – e devem – orientar o mesmo Orçamento. Editorial @Estadao leitura de hoje, @RaquelATeixeira @MarcelloBrito @PriscilaFCruz @ClaudiaCostin @elrojodelPI @naerciomenezes @RosaBrasilia @VJacobergerL @CDPP_SP @tomphillipsin @gabrielbcor @teresaleitao_
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A cirurgiã-dentista Cinthya Magaly Moutinho de Oliveira teve o seu consultório invadido, foi feita refém por 1h30, e quando os bandidos descobriram que ela tinha apenas R$ 30 em conta, encharcaram-na com álcool e atearam fogo nela ainda viva. O piscopata que fez isso tinha 17 anos e 362 dias de idade. Ele jamais foi acusado criminalmente. A família de Cinthya já passou 13 Natais longe dela, com a ferida aberta da impunidade. Segundo pessoas como João, mudar essa regra para crimes hediondos seria “vender a alma”. Decidam bem que país vocês desejam no domingo. Um que protege pessoas como a dentista Cynthia, ou que segue protegendo os seus algozes.
Totalmente bizarra a posição, posição de direita. Somos totalmente contra. É uma vergonha, uma humilhação, para esquerda. A eleição não vale a pena vender a alma.
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1/2 Será q a IA vai permitir contornar os temidos retornos decrescentes dos recursos alocados em Ciência e Tecnologia? Neutralizar o "fishing out effect" (avanços na fronteira são cada vez mais lentos)?
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Na discussão atual, o q passa ao largo é q de cada 10 trabalhadores no 🇧🇷, + de 4 estão na informalidade e não têm *nenhum* direito trab. A maior inclusão seria pensar em formas de reduzir as barreiras à formalização, pra q estes tenham alguns (mesmo que não todos) os direitos.
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