Existe uma ambiguidade irreconciliável em amar ser mulher. Às vezes, meu próprio corpo parece me encurralar no mundo, ainda assim, não há lugar em que eu deseje existir mais do que neste. Há uma certa pureza na maneira como conduzo minha vida, na funcionalidade singular do meu corpo, nas oscilações silenciosas que alteram a cor de tudo o que sinto e tudo o que penso… Tudo me atravessa, um deleite em cada pequeno gesto. Eu sinto muito, e o desejo de sentir ainda mais é o que me move.
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