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Bad policy, bad character make bad politics: erratic tariffs, impulsive Iran war, blanket pardons, apparent corruption, weaponized justice, ICE brutality, mountainous deficits, hiding Epstein, abandoning allies and coddling enemies. Hoping for a course correction, for the country and for my party.
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Em 1995, a então vice-primeira-ministra sueca Mona Sahlin teve que renunciar ao cargo em meio a um escândalo conhecido como “O Caso Toblerone”: ela havia comprado dois chocolates e um vestido com cartão corporativo do governo, num total de 35 euros.
No Brasil de hoje, os juízes constitucionais Toffoli, Moraes e Nunes Marques são flagrados com contratos milionários de familiares, gastos de luxo e prostituição pagos por um banqueiro corrupto investigado em seu tribunal e, passado mais de um ano, permanecem intocáveis.
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O agora querido André Lara Resende já foi um desafeto do PT, como mostra esta postagem no site oficial do partido em 2014. O título dizia que ele planejara o confisco. Já o corpo fala que contribuiu. Estranho. Sem fonte, nada. Decidi investigar.
Vem comigo no 🧶
Esse negócio de política monetária é complicado, os caras tem basicamente um instrumento (eu sei, eu sei… mas na hora do pau é só um mesmo) que é meio mais ou menos. O BC nem mesmo define exatamente a Selic, mas uma meta para Selic. Entre a meta para Selic e a inflação ao consumidor existem mais coisas do cabem nos modelos macro. Mas, mesmo assim, o negócio funciona, pode não ser uma maravilha, mas funciona.
Daí colocam outro objetivo. Além da inflação, o BC tem que cuidar do emprego. Os caminhos que levam da Selic para a taxa de desemprego são ainda mais tortuosos dos que os que levam para o IPCA. Problema não, se vira aí. Como tudo sempre pode piorar, há quem diga que o BC deve olhar para o crescimento do PIB, que está relacionado com emprego, é fato, mas por caminhos cheios de curvas.
Não para aí, em uma busca na literatura o amigo vai encontrar sugestões para o BC considerar na política monetária temas que vão da desigualdade à questões ambientais. Ainda tem a dívida pública, sim ao ajustar a meta para Selic o BC teria que considerar a dinâmica da dívida pública. Já que o governo não faz o ajuste, caberia à política monetária cuidar do serviço.
Como a meta para Selic vai cuidar da inflação, emprego, da dívida pública (e privada?) além de outras questões que vez por outra aparecem é coisa que não sei dizer. Imagino que seja bem difícil, ainda bem que trabalho na UnB e não no BC. Creio, porém, que alguns colegas discordam de mim e agora querem limitar o uso da Selic.
Enquanto isso a expectativa para inflação deste ano segue acima do limite superior da meta… E o Botafogo, hein? Será que cai?
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A desancoragem adicional das expectativas de inflacao de longo prazo, que agora subiram para 3.9% em 2030, de 3.5% antes do segundo turno, trazem um sinal ruim para o ciclo de cortes da politica monetaria.
Eu nao me surpreenderia se o BCB pausasse nao so nesta proxima reuniao, mas sinalizasse um fim de ciclo ate que essa expectativa volte a dar sinais de convergencia para a meta de 3%.
O governo precisa agir rapido para sinalizar o tom da politica economica deste novo mandato, caso contrario, pode arriscar desestabilizar o macro muito rapidamente num ciclo vicioso puxado pela interacao do deficit publico com os juros.
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O presidente da Turquia, Erdogan, sempre foi contra combater a inflação com juros mais altos. Esta tese foi bem sintetizada por ele mesmo em 2017: “O juro é a causa, a inflação é o efeito.”
Em 2021, com controle absoluto do sistema político e das instituições, resolveu aplicar a tese. Juros caíram de 19% para 8,5%.
O que ocorreu e quais lições para o Brasil na Páralos:
paralos.substack.com/p/o-que…
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Besteira. Boa parte do que ALR diz sobre teoria macro é inacurado, incorreto e/ou cuidadosamente selecionado para parecer que a macro brasileira tem solução fácil.
- Quando fala de TFNP, não enfatiza que o modelo praticamente demanda choque de ajuste fiscal para estabilizar a inflação na meta.
- Quando fala de Curva de Phillips, ignora que a literatura que ele se baseia é uma pré-Covid e focada principalmente em países desenvolvidos. Se a curva achatou, prova oras. Publica. O BC vai adorar usar as estimativas do grande professor que participou do Plano Real.
- Explora a política monetária sem qualquer tratamento neoclássico: a relação entre juro neutro, crescimento do consumo privado, estoque de capital e poupança doméstica.
- O timing do artigo não poderia ser pior. Critica a teoria moderna de política monetária como se ela estivesse ultrapassada quando poucas semanas depois ela venceu o Nobel de economia deste ano.
Brasileiro fará um bem a si mesmo se parar de se basear em figuras de autoridade e começar a ler argumentos pareados aos dados.
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This time of year, as it gets dark around 430pm, I remember this Milton Friedman passage...
The argument for a flexible exchange rate is, strange to say, very nearly identical with the argument for daylight savings time. Isn't it absurd to change the clock in summer when exactly the same result could be achieved by having each individual change his habits? All that is required is that everyone decide to come to his office an hour earlier, have lunch an hour earlier, etc. But obviously it is much simpler to change the clock that guides all than to have each individual separately change his pattern of reaction to the clock, even though all want to do so. The situation is exactly the same in the exchange market. It is far simpler to allow one price to change, namely, the price of foreign exchange, than to rely upon changes in the multitude of prices that together constitute the internal price structure.
in The Case for Flexible Exchange Rates
(or, In Recognition of Sticky Prices)
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Em 2021, o primeiro ministro da Turquia surgiu com uma teoria incomum de que baixar a taxa de juros do BC seria necessário para acabar com a inflação galopante (então em 20%). Ele interveio no BC e demitiu diretores. O BC abaixou os juros de referência. Três coisas ocorreram:
(1) os spreads bancários subiram, pq a percepção de risco subiu — então boa parte da meta de juro mais baixa não se traduziu em crédito mais barato, por um descolamento entre as taxas;
(2) a inflação disparou, chegando a mais de 80% ao ano em 2022 — mesmo considerando a pandemia, um aumento desproporcional;
(3) em 2025, o governo teve que reverter a política, e as taxas de juros passaram de 50%.
Não é muito diferente das propostas que estão surgindo para baixar os juros a fórceps no Brasil. Intervir no BC e baixar a taxa de juros imprimindo dinheiro, o que deve resultar em alta inflação. O efeito no crescimento pode ser positivo no curto prazo — mas se significar um aumento do risco e spreads, você contrata inflação mais alta sem aumento de crescimento.
A Turquia também é outro país com problema crônico de juros alto. E deve ser uma lição pras propostas fora do consenso científico que estão surgindo por aí.
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Hoje é um bom dia para lembrar que nenhum macroeconomista latino-americano que defenda MMT ou coisas semelhantes deve ser levado muito a sério...
share.google/XlGT2526xlcjMKE…
Receita para o desastre:
"The most radical element of the proposal is the introduction of explicit limits on the Selic rate — an idea likely to make bankers and asset managers along São Paulo’s Faria Lima financial corridor, as well as foreign investors, deeply uneasy. The floor would correspond to Brazil’s inflation target, currently 3% annually. The ceiling would be determined by the economy’s potential nominal growth rate, calculated as the sum of the inflation target and potential real GDP growth. Assuming potential growth of 2.5%, the ceiling would be 5.5%, leaving the benchmark interest rate normally confined to a range of 3% to 5.5%."
André Lara Resende is set to meet Lula in Brasília. A key architect of Brazil’s Real Plan says tackling sky-high interest rates cannot wait. His bold proposal: cut the Selic to 7.5% within 12 months, reduce public debt costs and overhaul monetary policy. Here’s how:
brazilstockguide.com/insight…
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Me engana que eu gosto, tá ok? Hoje a carga tributária de referência da maioria das mercadorias consumidas no país supera os 34%, como vemos abaixo quando somamos ICMS+PIS/COFINS, mas as alíquotas “por dentro” e separadas não permitem que se veja isso. Quer entender o mistério?
O gráfico é para a Itália, mas o ponto do @micheleboldrin também vale para o Brasil.
Questo grafico di @SauroMocetti cattura in una immagine che parla da sola uno degli effetti piu' dannosi, meno visibili e piu' perversi della legislazione che offre tassazione agevolata alle microimprese sino a quando stanno solo a livello di fatturato.
Quella che vedete non e' solo "evasione occulta" ma e' anche - forse soprattutto - una delle tante cause della bassa e stagnante produttivita'.






























