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Cristão ortodoxo, dissidente, getulista, tradicionalista, historiador. Antes de tudo patriota, o que inclui a Pátria Grande.

Rio de Janeiro
Joined January 2011
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A VITÓRIA DE LULA NÃO É A VITÓRIA DO BRASIL, ou: Quem vota em Lula, vota em Bolsonaro; e vice-versa Aviso aos navegantes: O novo mandato do lulopetismo não expressa uma conquista do Brasil, sua vitória eleitoral não protege a democracia, não representa os interesses dos trabalhadores, e será incapaz de defender a soberania nacional. Antes que me confundam, votei e pedi voto nulo no segundo turno. No primeiro, fui de Rui Costa Pimenta [do PCO]. Minhas declarações foram públicas, estão em postagens publicadas em pelo menos duas redes sociais, e em duas lives nas três últimas semanas. Nesse blog, há um texto em que contesto o apoio da direita a Flávio, dizendo que um governo dele seria parecido com o poder da Alerj [Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro], um exemplo notório de Narco-Estado. Fiz oposição ferrenha a Jair Bolsonaro. Eu o chamava de Bozó e Mentecapto-Mor, apelidava seu governo de Reino dos Bozós. Pedi impeachment ainda em 2019. Desde 2020 avisava que ele articulava um golpe de Estado, mas que falharia porque o Exército não compraria sua briga, uma análise que se mostrou acertada. Minha avaliação do 08 de janeiro de 2023, publicada no mesmo dia dos acontecimentos, era de que se tratava de um evento golpista e que os envolvidos tinham de ser presos, incluindo o próprio Bolsonaro. Flávio teria minha oposição caso tivesse vencido as eleições. Mas quem venceu foi Lula, que é Governo desde 2023, e cujo partido domina a Nova República desde 2002. Nesse período, o PT só perdeu uma eleição presidencial, em 2018, e por cálculo do próprio Lula, que preferia entregar o poder a Bolsonaro do que perder a hegemonia do campo de esquerda. Não há qualquer sentido, portanto, em se considerar oposição aos rumos do país na última geração, se declarar contrário ao neoliberalismo, à americanização da política brasileira, à polarização ideológica copiada do modelo ianque, à financeirização da economia, ao avanço do crime organizado, ao cartel bancário etc. , e comemorar a vitória de Lula em 2026. Nem mesmo a cartada de defesa da democracia é minimamente crível. O adversário de Lula tinha por principal "arma" a vitória nas eleições para o Congresso, não o Exército, as polícias, as milícias, ou qualquer outra instância capaz de articular um Golpe de Estado. Pelo contrário, é Lula quem se encontra no poder, ele é quem fez uso explícito da máquina pública na reta final de campanha, quem contava com apoio da grande mídia liberal [Organizações Globo, UOL, Estadão etc.], e se fazia defensor de um modelo de governo que dá poderes excepcionais ao Supremo Tribunal Federal, cujos Ministros estão às voltas com denúncias de corrupção, fazem às vezes de articuladores partidários, e se dizem tutores da democracia, intervindo às claras no processo político. Outra cartada possível dos defensores de Lula é a defesa da soberania nacional. O bolsonarismo sempre foi um patriotismo de goela. Em 2018, avaliei que o núcleo duro dentro do castelo de poder bolsonarista eram agentes filo-americanos e sionistas. Minha avaliação não mudou esse ano, e dias atrás critiquei movimentos nacionalistas, como os russófilos da NR e seus aliados, que se abraçavam a Flávio desconsiderando que ele era o representante do sionismo no Brasil. O apoio de Trump, o artífice de uma nova Doutrina Monroe, dá a medida do quanto o bolsonarismo é um pseudo-nacionalismo. Mas Lula não é muito melhor. Seu governo tornou as universidades públicas em cópias pioradas da USP, meros elos de correntes que grassam na esquerda californiana. Sua militância cristaliza o domínio ideológico do identitarismo estadunidense em uma parte imensa da juventude, e é usada para moldar o arcabouço jurídico e criminalizar opiniões e posicionamentos contrários. Os apoios que Lula busca para derrotar o bolsonarismo são correntes ou alas do establishment político ianque e da UE: o social-liberalismo do Partido Democrata, a Social Democracia europeia. Lula e Bolsonaro não passam de dois modos diferentes de se associar ao imperialismo e à hegemonia ideológica dos EUA. Críticos do bolsonarismo apontavam ainda outras características de seu movimento, como a flexibilização das leis trabalhistas, o fiscalismo, os perigos para a Previdência. Por razões óbvias, todos esses argumentos podem ser usados igualmente contra Lula, cuja biografia está entrelaçada com a consolidação de mecanismos de austeridade fiscal, de independência [de fato] do Banco Central, e de reformas previdenciárias. Na mesma campanha em que Lula criticava retoricamente o anúncio de um "tesouraço" por Flávio, sua equipe econômica se reunia com próceres do "mercado financeiro" para estipular reformas e programas de rigoroso ajuste fiscal, que incluem revisões das despesas obrigatórias, de vinculações e indexações constitucionais, e de reforma administrativa. O PT explorou o verde-amarelo nessas eleições, como se sua militância não tivesse execrado as cores nacionais nos últimos anos, chegando a sugerir mudanças no uniforme da seleção brasileira. Colocou também sua militância para cantar o Hino da Independência na Avenida Paulista, como se seus seguidores não copiassem as pautas do beatiful people de Nova Iorque e San Francisco. Lula derrubou sua última diferença notável parar o bolsonarismo. Agora também pode ser chamado de "patriota de goela". Não existirá qualquer saída para a pseudo-polarização que permite o domínio do cartel bancário enquanto os brasileiros, incluindo aqueles que pedem continuamente a superação dessa dicotomia em prol de um projeto de união e de desenvolvimento nacional soberano nos âmbitos econômico e cultural, decidirem se abraçar a um dos lados na hora das eleições. Como denuncio há anos, lulopetismo e bolsonarismo se retroalimentam. Não existe possibilidade de votar num deles contra o outro. Quem vota em um, está votando também no outro, ainda que fantasie algo diferente. Nessas eleições, O lulismo levou o Executivo, o Norte e o Nordeste. O bolsonarismo é a força dominante no Legislativo, e no Centro-Sul. Lula se rodeou de Janja, André Janones, Ana Elisa, Flávio Dino, Zanin, Alckmin. O bolsonarismo tem Nikolas, Pavanato, Tarcísio, André Mendonça, Michelle. E o Brasil? O Brasil perdeu de novo. andreluizvbtr.blogspot.com/2…
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A regra é simples para saber se o MAGA vai sobreviver. Tudo depende do candidato escolhido pra corrida de 2028: 1. Vance: MAGA se consolida em torno de um nacionalismo populista com solidez ideológica e que rompe de vez com as tradicionais abordagens econômicas e de política externa dos Republicanos [Vance propõe reindustrialização, pacto trabalhista, protecionismo econômico, e isolacionismo]. 2. DeSantis: MAGA recua para um conservadorismo militante anti-woke de perfil mais tradicional no fiscalismo e no intervencionismo externo. 3. Rubio: Ressurreição do Partido de George W Bush. 4. Donald Trump Jr.: MAGA se consolida num nacionalismo populista dinástico na mesma linha geral representada por Vance, menos sólido intelectualmente, e mais eficaz na comunicação com as bases eleitorais do movimento.
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Talarico se distanciando da AIPAC.
When you listen to James Talarico, you realize that last night's results were not just a rejection of Trump and Israel's Iran war, but also a rejection of a Democratic Party led by people like Biden, Blinken, and Sullivan: "I've never taken money from AIPAC, and I'm not taking money from AIPAC in this campaign. Seeing what's happening in Gaza makes me sick to my stomach as a teacher, as a Christian, as a human being" This is his message, and he won in Texas!
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Os principais movimentos negros da História do Brasil continuam sendo a Guarda Negra da Redentora; e o patrianovismo da Frente Negra Brasileira, com seu braço armado Guarda Imperial Patrianovista. O restante tem valor, mas é muito inferior.
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Análise excelente. O sionismo recebeu um tremendo golpe nessas midterms. E Vance e muitos republicanos do alto escalão sabem disso.
One of the things the data analysts on our side obsessed over was "composition"—whether the electorate looked close enough to 2024 for Republicans to win. And despite polls that showed a Democrat blowout, the data kept on telling us the same story: in some states turnout was merely OK, in other states it was downright amazing, and in no state was it catastrophic. There was a genuine sense of optimism on our team: our people were showing up. So, I asked the smartest data guy I know, does that mean we're going to shock the world? "No," he told me. "We might do better than the polls suggest. But the data is telling us that a lot of Trump/Vance 2024 voters are pissed and planning to vote for the other guys. Our voters are turning out, but they may not vote for us." Well, that looks prophetic now. Our voters did show up. In Florida, for example, the electorate was 9 points more Republican than Democrat, just a couple points worse than 2024. Undoubtedly there were places we could have done better on turnout. But the main problem is not turnout. The main problem is that many people who voted for Trump/Vance in 2024 voted for Democrats in 2026. There will be a lot of infighting and arguing over what happened and why that is. One of the pollsters I really respect told me that our economic messaging wasn’t sharp enough down the stretch. I’m sure that’s true. But the real reason we lost is obvious to almost everyone. Another pollster—one of the smartest people I know in politics, told me yesterday we’d lose the generic ballot by 13 points. I felt negative going into Tuesday, but even I was shocked by this. In his polling, he saw that a lot of Trump 2024 voters were angry and planning to vote for Democrats. He asked those voters who had abandoned us what would cause them to come back on our team. The top four answers, accounting for nearly all of the responses were: 1) End the war 2) Focus on cost of living/inflation 3) Put America First 4) Change our relationship to Israel Our voters showed up. And the above four reasons are why many of them voted for Democrats. This is according to a pollster who nailed the results. While many spent Monday attacking Rachel Campos Duffy for calling for a diplomatic resolution to the conflict, it turns out her political advice was sound. (She’s also a great person.) In the next few months, there's going to be a lot of gaslighting. Expect to hear any number of establishment politicians say the solution to our woes is amnesty. I'm open to the idea that we should change enforcement—by focusing more on businesses that hire illegal labor, for instance. But anyone pushing amnesty is lying to you. The reason we lost is the war. The president himself said so last night. If you'd like to argue it was worth it, that losing the Senate for the next 6 years was worth it, then do so. Argue it was a worthwhile cost to pay. Agree or disagree, that's at least honest. But everyone knows why we lost. And any honest conversation about where we go from here must start there. I remain hopeful about our country. To the people who are pissed off and want to say, “I told you so”: you’re right, you did tell us so. Take that energy into electing Republicans who share your worldview. To the people who are just pissed at the results, you should be. Let’s take that anger and get back to the work of saving our country.
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A perda do Congresso tende a paralisar os EUA. O Congresso não vai dar mais dinheiro para Trump, e só vai aprovar legislação em temas muito consensuais. Mas também não vai conseguir abolir a maioria esmagadora das mudanças feitas pelo Presidente, que tem o poder de veto, que ele certamente vai usar sem dó nem piedade. [Diferente do Brasil, o veto presidencial só é derrubado por maioria de dois terços nas duas Casas, o que é praticamente impossível em um sistema bipartidário, como o estadunidense.] O mesmo se aplica nas nomeações para o alto escalão da República, que são controladas pelo Senado. Já a Política Externa é uma prerrogativa do Executivo, não do Legislativo. O Presidente tem muita liberdade e iniciativa nesse terreno. Claro que a derrota impacta: o Irã saiu ainda mais vitorioso ontem, e os russos, por sua vez, tem muito com o que se preocupar. [Não é à toa que, em mais uma virada retórica, Dugin estava defendendo de novo Trump esses dias.] Mas as diretrizes básicas e cotidianas vão continuar as mesmas. E algumas delas se intensificar. É praxe que um Presidente paralisado no âmbito interno após as midterms busque propagandear seus feitos na arena internacional. Trump vai precisar de resultados. O que é péssima notícia para nós, latino-americanos. Agravada porque um dos derrotados de ontem foi J.D. Vance, que busca indicação Republicana para a sucessão de Trump. O desgaste de Trump fortalece um de seus principais concorrentes ao posto: Marco Rubio, justamente o imperialista que é o principal executor da Nova Doutrina Monroe nesse mandato. Rubio não vai poupar esforços para superar Vance, o que significa acelerar a agenda intervencionista no nosso subcontinente. Mais uma vez, não há nada que um brasileiro deva comemorar no resultado de ontem das midterms. Os EUA tende a se voltar ainda mais contra nós.
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Uma mudança importante e tectônica presente nas eleições de ontem: foi a maior contestação ao sionismo já ocorrida nos últimos sessenta anos. Há uma mudança profunda ocorrendo na visão que a direita ianque tem em relação a Israel. Uma parcela muito grande de conservadores e nacionalistas culpa o sionismo pela derrota de ontem, tanto direta quanto indiretamente. As consequências serão graduais, e de longo prazo.
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Como eu disse ontem, a derrota nas midterms é a regra para o Presidente em exercício. O que importa é saber da magnitude da derrota. E ontem ela foi bombástica, do mesmo nível da de Obama em 2010, mas pior. Pior porque Trump saiu de uma posição de poder quase que inigualável em 2024, com vitória no colégio eleitoral, no voto popular, nas duas casas do Congresso, e na Suprema Corte. O Partido Democrata estava destroçado e baratinado. Ele tinha, inclusive, poder suficiente para institucionalizar transformações duradouras no arcabouço jurídico ianque, mudando em parte o perfil liberal do Estado. Nada disso aconteceu por incompetência do próprio Trump e, de forma ainda mais notável, por seus vínculos com Netanyahu. Israel arrastou os EUA para uma Guerra contra o Irã, o que para o novo "César" significava quebrar promessas de campanha muito importantes para sua base eleitoral. Os maiores símbolos desse desgaste com a própria base foram os sucessivos e escandalosos rompimentos políticos com Marjorie Taylor Green, Tucker Carlson, Joe Kent, seguidores diversos de Steve Bannon etc. Os antigos admiradores rebatizavam o MAGA de "MIGA" [Make Israel Great Again], numa crítica explícita ao lobby sionista. Para o eleitor "médio", a guerra significou inflação. Que, por sua vez, bateu noutra promessa de campanha de Trump, controlar o custo de vida elevado do Governo Biden. Uma chave muito importante da vitória dos Republicanos em 2024 passava por isso. Essa corrosão de seu próprio apoio levou ao ressurgimento Democrata. Não houve nenhuma ressurreição da ideologia Woke, e sim uma reformulação no discurso e no tom da esquerda liberal. O maior exemplo da derrota de ontem de Trump é Talarico, um jovem evangélico de esquerda que conduziu sua agenda para o centro e se tornou o primeiro senador Democrata do Texas em quarenta anos, pedindo desculpas por um dia ter se referido a Deus como "não binário". A perda do Texas é tão marcante quanto a de Illinois por Obama, mas muito pior. É o terceiro estado do país. E até o Governador se tornou Democrata, o que está deixando os militantes republicanos em verdadeiro choque e enfurecidos com o próprio Trump, maior responsável por essa guinada histórica. O que levou Trump a se acorrentar desse modo ao genocídio israelense? Eu não tenho dúvidas que o Mossad tem meios suficientes para chantagear políticos ianques. Quem duvida dessa possibilidade depois das Epstein Files está vivendo noutro planeta. Talvez Trump simplesmente não possa dizer "não". O que torna sua posição de soberanista ianque uma piada quando se trata das relações com o "aliado". E o que muda agora, principalmente para o Brasil? Tema para o próximo post.
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Pregar no deserto nem sempre é inócuo. Grito há pelo menos uma década nas redes sociais que o crime organizado não será vencido em âmbito estadual. Cansei de argumentar que o narcotráfico é braço de organizações que atuam em todo o território nacional, e que remontam a associação entre máfias europeias, a jogatina brazuca, as rotas do tráfico de atacado exportado pelos nossos portos, e com vínculos com Forças Armadas, policiais e judiciais diversas. Não era um problema do Rio de Janeiro, como tentavam vender nos anos 1990; nem "culpa do Brizola", que segundo a explicação dos ingênuos teria "retirado a polícia das favelas". Quase meio século depois das primeiras denúncias de que o Jogo do Bicho estaria ligado às rotas de exportação de drogas dos cartéis latino-americanos, 25 anos depois de Fernandinho Beira Mar ser flagrado na Colômbia, 20 anos depois da descoberta de missões internacionais do PCC, 15 anos depois da descoberta de redes de fazenda para estoque de cocaína no interior do país, 10 anos depois de prisões de membros da 'Ndrangheta em Praia Grande [SP], 10 anos depois do assassinato de Jorge Rafaat Toumani e da explosão da guerra entre PCC e CV pelo controle do tráfico e contrabando nas fronteiras, depois de tudo isso, o establishment se deu conta do óbvio ululante: O crime organizado não pode ser vencido em âmbito estadual. As PMs poderiam, no máximo, enxugar gelo na ponta do descalabro, sem arranhar o iceberg que formava um Narco-Estado diante de nossos narizes. A demora para perceber a verdade que clamava aos céus possibilitou que o crime se espalhasse do Rio e Sampa para todas as metrópoles, tornando a vida de Porto Alegre, Distrito Federal, e das grandes cidades nordestinas um verdadeiro bangue-bangue. E então o bangue-bangue, drogas, e guerra civil alcançou as cidades médias e pequenas. E se entranhou na economia, nos tribunais, nas assembléias legislativas, e até no sistema financeiro. A doença avançou sem grandes obstáculos por todo o período da Nova República, principalmente pelos governos do PT. Difícil saber se o período de hegemonia do lulopetismo tem de ser caracterizado pelos historiadores como a Era do neoliberalismo, da Plutocracia, da Bancocracia, ou do Narco-Estado. Na verdade, é tudo isso junto. Não sabemos se a PEC de hoje chega em tempo de evitar o pior. Ela parece insuficiente. Não proporciona um arcabouço jurídico adequado a uma verdadeira guerra contra o crime organizado. Apenas abre um caminho que já deveríamos estar trilhando há duas décadas. É uma PEC tímida, uma concessão acanhada feita pelo lulopetismo, uma confissão de fracasso na Segurança Pública que não é acompanhada das ações necessárias para remediar o estrago. Mas ao menos o Legislativo escutou nossa gritaria: a União tem de combater o crime organizado. Falta convencer o desastroso lulopetismo que meias medidas serão ineficientes a essa altura do campeonato.
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Ou seja, alguém no governo lulopetista não levou em conta a metodologia e decidiu retaliar desenhos cristãos voltados à primeira infância. Quando a pressão bateu na porta ameaçando a popularidade do governo recém eleito mais impopular da história, decidiram recuar. Mas é recuo tático, não se enganem. Eles odeiam o cristianismo de fato. metropoles.com/colunas/mathe…
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Jornal O Globo tomando Nota de Comunidade no X rs Coisa linda.
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Outro ponto que não comentei mais cedo. Além da política externa ser tradicionalmente o "refúgio" de todo Presidente que perde as midterms -- o que já deveria dar um banho de água fria na mídia e "torcida" pró Democrata nessas eleições ianques --, um dos trumpista que pretendem disputar a indicação do Partido Republicano em 2028 é o falcão Marco Rubio. O cenário pra América do Sul está muito nublado nos próximos anos.
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Em geral, todo Presidente ianque perde as midterms. É quase uma norma por lá, restando saber qual o tamanho da derrota. Trump, que saiu das urnas dois anos atrás com um poder incomensurável, pode ter de terminar seu segundo mandato sem maioria nas duas Casas. O estabilishment brazuca, que se apóia fortemente nas políticas e ideologias do Partido Democrata, além de se espelhar no social-liberalismo europeu, torce desenfreadamente contra Trump. Mas a derrota do novo "César", por pior que seja para o trumpismo, não tem o impacto sobre o Brasil que essa gente culta e joiada da grande mídia gostaria de vender. Em primeiro lugar, não muda quase nada na política imigratória. Os Republicanos já aprovaram recursos extraordinários de 240 bilhões de dólares para continuarem sua agenda de deportações contra latinos, e as parcelas vão continuar chegando no Executivo até 2029. O governo não teria como aprovar novas leis no setor depois de janeiro, mas com o que tem pode permanecer construindo seu "muro [não tão] invisível". A política externa recebe um golpe mais duro porque o país se encontra em uma polêmica guerra contra o Irã. Sem novos aportes do Legislativo, é difícil que Trump consiga manter sua mobilização no Oriente Médio, não no nível atual. Teremos também disputas sobre sua abordagem do conflito entre Rússia e Ucrânia. Mas é preciso lembrar que a política externa é uma prerrogativa do Executivo, não do Legislativo. O Presidente ianque tem muito mais manobra para manter suas diretrizes básicas. Ele controla as Forças Armadas de modo direito. Se não teria dinheiro para grandes operações sem financiamento do Congresso, ainda assim poderia manter a máquina militar ativa em intervenções e pressões menores. O que é importante na hora de avaliarmos a relação com a América Latina. Existe uma ilusão na esquerda de que a nova Doutrina Monroe chegaria ao fim; o mais provável, no entanto, é que ela permaneça praticamente a mesma [ainda que um Democrata subisse ao poder em 2029, ela no máximo receberia novas cores e tons, sem aquela bravata e chantagem mafiosa de Trump]. No fim das contas, os Democratas também são favoráveis ao reposicionamento da hegemonia ianque no nosso subcontinente e à construção gradativa de um cinturão de proteção contra a influência chinesa. Então, não há de se esperar grandes mudanças. Um conflito aqui e ali sobre operações navais contra narcotraficantes, algum grupo de democratas mais à esquerda abrindo investigações sobre a ação ianque na Venezuela, mas é só. Trump não vai se abraçar à fraqueza de um "pato manco", se conformando a cafezinhos frios. Ele vai compensar sua perda no Congresso partindo para o confronto interno, e demonstrando os músculos do trumpismo no cenário internacional. E a América Latina está muito mais ao alcance do braço ianque do que outras partes do mundo. O problema na relação com os EUA não é o trumpismo. O problema é o próprio Estado ianque.
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Santo Hilarião, o Grande 21 de outubro -- Calendário Juliano Hilarião foi um dos mais conhecidos ascetas do deserto. Nasceu na vila de Tabatha, perto de Gaza, na Palestina, em 292, filho de pagãos. Indo estudar em Alexandria, entrou em contato com o cristianismo e foi batizado. Ao ouvir falar de Santo Antão, rumou para o deserto do Egito e tornou-se seu discípulo. Com a morte de seus pais voltou a Gaza e doou todos os seus bens para os pobres, indo então para o deserto da Palestina levar uma vida de estrito ascetismo nos moldes aprendidos com Santo Antão. No deserto, venceu as paixões e o diabo, que o atormentou com vários estratagemas e aparições, incluindo a de crianças e mulheres sendo torturadas e chorando. Sua fama se espalhou por toda a Palestina, e para ele se dirigiam multidões que eram ajudadas por seus dons de expulsar os espíritos impuros, sua capacidade de ler as paixões que se escondiam por trás dos homens, por suas palavras, curas e pelos muitos milagres que o acompanhavam. Diversos mosteiros foram fundados em toda a Palestina sob sua benção, e ele os visitava e neles impunha uma vida de rigoroso ascetismo. Sete anos antes de sua morte, Santo Hilarião se mudou para Chipre, onde passou o restante de seus dias em jejum e oração até que nasceu para o Reino dos Céus em 372. facebook.com/permalink.php?s…
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Estratégia correta. Os eleitores de direita tem de pressionar intensamente seus senadores para que votem em Rogério Marinho ou em candidatura de consenso da direita, que tire Alcolumbre do palco em que ele brinca de aliado de Alexandre de Moraes, Temer e Lula. Essa é uma das batalhas principais dos próximos meses. A conquista do Senado é fundamental para amenizar os males do lulopetismo e começar a desmontar o novo governo desde seu início. www1.folha.uol.com.br/poder/…
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Tenho divergências com a jornalista, mas ela realiza excelente serviço no artigo publicado na Folha de São Paulo, apontando a arbitrariedade, autoritarismo, e falta de noção de Alexandre de Moares e do STF, inclusive no caso da apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro. www1.folha.uol.com.br/coluna…
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Nesse fim de semana, aproveitei para rever os quatro primeiros filmes da franquia Sexta Feira 13 [assisti o primeiro no sábado, reapresentação no cinema], além de Halloween, e de Drácula de Bram Stoker [reapresentação na sexta-feira]. Diferente da crítica em geral, considero os quatro primeiros filmes de Sexta-Feira 13 muito bons. Não por conta de qualquer direção de excelência, ou alguma interpretação especial, nem pela originalidade do roteiro. Mas o conjunto consolida de fato todo um subgênero do terror e cria, esse seu maior mérito, uma mitologia em torno de um protagonista repleto de carisma: Jason Voorhees. O original é imperdível, e só o considero melhor que o segundo por ser o primeirão. O terceiro deixa cair a peteca, ainda que introduza a famosa máscara de hóquei que se transforma em marca registrada de Jason. O "Capítulo Final" é o mais elaborado, e conta com Corey Feldman, Lawrence Monoson, e Crispin Glover, mais conhecidos por Goonies, O Último Americano Virgem, e De volta para o futuro. Claro que não é cinema para todo mundo. Mas raramente é. Já Halloween é outra parada, outro nível, assim como a figura malévola de Michael Myers. Obra prima de John Carpenter, com uma aula de planos, câmara subjetiva, ritmo, a temática stalker e voyeur, numa construção precisa de tensão e expectativa de violência que supera em muito o "espetáculo slasher" mainstream. E aquela música minimalista e aterradora, acompanhada pela respiração pesada, com enquadramento dos pacatos e burgueses subúrbios estadunidenses de fim dos anos 1970....
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É uma imensa bobagem priorizar os cálculos políticos e previsões para 2030. Não que o horizonte possa ser perdido de vista. Mas o foco tem de ser nas reações à composição que o governo vai tentar criar, e nas pautas para 2027, em que o país vai estar mergulhado em crise econômica, política, e de legitimidade; e em um contexto internacional ainda mais adverso.
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Muitas pessoas tem dificuldade de entender que o eixo direita/esquerda não dá em árvores. Não é um dado natural, mas uma orientação política convencional que muda de tempos em tempos, e de país para país. Outra forma é abordar esses eixos segundo as teses que historicamente se identificaram ou foram identificadas como direita e esquerda. Um conhecido acaba de dizer que sou tão de esquerda quanto Rui Costa Pimenta, líder do PCO, um partido de ortodoxia marxista. Evidente que a análise dele desconsidera que sou Monarquista, partidário do Estado Confessional, Conservador [no sentido Tradicionalista do termo, que considera que a ordem natural é reflexo de uma ordem sobrenatural], e que defendo que a sociedade tem de ser orientada de modo religioso. Ou seja, minha posição é incompatível com o marxismo, com o qual só posso concordar no secundário. Por que essa confusão acontece? Porque após as guerras mundiais, o eixo político passou a ser determinado, principalmente, pelo conflito entre liberalismo e socialismo progressistas. Assim, todos que se consideram de direita são, em geral, liberais. Mas esta é uma particularidade do século XX. Para nós, da Direita Tradicional, o liberalismo é uma doutrina "revolucionária" [no sentido de progressista]. Os liberais, que se chamam e são chamados hoje de "direita", estavam à esquerda durante todo o século XIX. Eram eles que pretendiam derrubar o sistema político, dar novas bases filosóficas ao Estado, reformular a noção de propriedade, consolidar novos Códigos legais que partissem da antropologia individualista, derrubar corporações tradicionais para alavancar um mercado livre etc. Hoje em dia, os liberais tendem a considerar tudo o que não participa de seus princípios e agendas como "de esquerda" em diferentes níveis. É a mesma construção retórica dos socialistas ["quem discorda de mim, é fascista"]. Mas são construções recentes, claro, e que nós, modelados em tradições de Direita Tradicional, vamos discordar inevitavelmente.
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Nunca vi os tais desenhos bíblicos da Record. Mas aposto que eles reproduzem com bastante fidelidade o conteúdo dos textos escriturísticos, o que torna a classificação de 12 anos imposta pelo Governo mais um capítulo da ojeriza que o petismo tem contra o cristianismo. Não vai demorar muito para que o petismo defenda a censura até mesmo de edições da Bíblia com a justificativa de que são obras racistas, homofóbicas, transfóbicas, misóginas etc.
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